Eu acabava de chegar à cidade de Bel Prazer, tinha ido para estudar e morar com meus avós e alguns tios e primos. Tudo parecia mágico; eu estava na cidade que eu queria, com as pessoas que eu queria e fazendo o que eu mais gostava que era estudar. Cheguei no dia 30 de Julho de 2006 um domingo, um lindo domingo; estava ansioso para ir para a escola, estava contando as horas para que chegasse o outro dia e assim aconteceu. Na segunda-feira acordei bem cedo e me arrumei todo para ir à aula, tomei café da manhã com minha família e fui à escola; era o primeiro dia do resto da minha vida...
Na escola MDA eu fui muito bem recebido, a Senhora Diretora me deu as boas-vindas e me encaminhou até a sala do 1º ano turma “C” e lá eu fiquei.
Os dias foram passando e eu a cada dia fazia mais amizades e me enturmava mais com o pessoal de Bel Prazer, e essa cidade me proporcionou excelentes coisas e uma delas foi conhecer grandes amigos como foi o caso da Ana Paula, minha irmã por consideração. Os dias por lá eram muito bons; e aquele semestre logo passou e veio o ano de 2007.
Tudo corria muito bem; eu estava entre os melhores alunos da escola, pessoa de confiança da direção, minha família era ótima, eu estava nos caminhos de Deus, tinha ótimos amigos entre eles Ana e meu primo Júlio César, duas pessoas que eu amava demais. O que mais eu poderia querer? Um amor!
Eu tinha quase tudo, mas faltava um amor, eu precisava amar e aquilo me incomodava. Mesmo assim eu segui minha vida; comecei o ano letivo fui para o 2º ano “C” estava me dedicando ainda mais nos estudos, afinal o vestibular se aproximara e eu queria muito passar. Na escola tudo ia de vento em polpa, e chegara o mês de Abril; mês de provas, mês do meu aniversário; Júlio César também fazia aniversário nesse mês.
O quarto mês do ano chegou de mansinho, mas só pra contrariar ele vem trazendo inúmeras surpresas; pra realizar desejos antigos e causar uma tempestade em Bel Prazer.
Em uma tarde quando Júlio César voltava da aula e eu voltava do treino do time de vôlei, vínhamos rindo e conversando, até que eu perguntei:
- Cesinha, o que tu vai querer de presente de aniversário?
César não comemorava essa data, pois ele era Testemunha de Jeová; e ele respondeu.
- Edu, tu sabe que não posso receber presentes, pois minha religião não permite, mas se você quiser me deixar realmente feliz vamos a uma reunião no Salão do Reino comigo.
E eu que era evangélico, mas não queria desapontá-lo, afinal ele era como um irmão, respondi no ato
- Vou sim. Tá combinado!
Na mesma tarde avisei a minha avó que iria para a reunião com o Cesinha e ela gostou da idéia, até porque como ela não ia gostar dos netos preferidos dela saindo junto e ainda mais para uma reunião religiosa, então tomei banho e me vesti, desde aquele momento estava à espera do César. Logo ele chegou e fomos para o Salão do Reino que era próximo da minha casa. Assistimos a reunião e eu fiquei maravilhado com aquilo, era um grupo religioso muito equilibrado e inteligente. Ao término ficamos enfrente a instituição aonde o César começou a apresentar seus amigos.
- Edu deixa eu te apresentar meus amigos. Esse é o Assis ele é estudante da bíblia, e esse é o Élis que ainda é nosso primo, distante, mas é.
Nós nos cumprimentamos e começamos uma bem humorada conversa; até que uma linda mulher se aproxima de nós e chama o Élis, eles conversam algo e logo depois ele a apresenta para mim:
- Eduardo, essa é a Emanuele, minha irmã.
E eu fiquei perplexo com tanta beleza. Era uma morena chocolate, olhos claros, cabelos longos, escuros e lisos; um corpo perfeito e tinha uma altura aproximada de 1,65 metros. Ela se apresentou e se foi. E nós continuamos a conversa até que eu tomei a iniciativa e os convidei para comer algo.
- Pessoal, vamos comer alguma coisa na pizzaria?
E todos acharam uma boa idéia, e Élis disse:
- Vamos. Mas tenho que passar em casa para pegar dinheiro e ver se a Emanuele que ir.
E passamos na casa dele, a Emanuele se arrumou (não pra quê, ela é linda de todo o jeito) e fomos até a pizzaria. No ambiente conversamos bastante e eu pude me aproximar melhor da Emanuele, mesmo sabendo que talvez não tivesse chance alguma eu fui galante e muito educado, como de costume.
Entre muitos assuntos o Élis perguntou se eu não queria estudar a bíblia, ou seja, ser estudante da religião. E achei uma ótima idéia, eu me agradei da elegância e Inteligência das Testemunhas de Jeová, eu disse sim e ele logo advertiu de forma cômica (com o garfo apontado pra mim e um sorriso sincero)
- Edu, todos que foram meus alunos se apaixonaram pela minha irmã. Eu espero que você seja diferente.
Eu engoli a seco e respondi
- Claro que serei, afinal, nem se quisesse eu poderia me aproximar dela (olhei pra ela), não é mesmo Emanuele? Tenho 17 anos e ela 22 anos, somos diferentes e ela deve ser comprometida
Ela me interrompeu e retrucou
- Não, eu sou solteira.
E todos gargalhamos de nossa sinceridade. A ‘noitada’ teve fim, e eu sonhei com ela.
No dia seguinte retomei minhas atividades normais, e ao chegar à escola procurei logo a Ana para contá-la o quão mágica foi minha noite e ela ficou muito feliz por mim. E demos boas gargalhadas juntos. Eu já tinha um amor estaria tudo completo? Não, por que se eu tinha o amor, mas o amor não me tinha e amor de verdade é a dois, pois amar sozinho é platonismo.
E eu comecei a estudar a bíblia com o Élis, duas vezes por semana e outras três vezes eu ia às reuniões. Logo Élis, César e eu ficamos muito amigos, fazíamos quase tudo juntos.
Nas reuniões seguintes eu fui me aproximando de Emanuele de forma calma e ficamos bons colegas. Uma noite calma de segunda-feira eu estava na casa do meu primo César, jogando uno, e meu celular tocou e não conhecia o número, mesmo assim eu atendi. Era ela, Emanuele, começamos a conversar e passamos um tempão falando um com outro. Quando desliguei não agüentava de tanta felicidade! Foi ela que ligou pra mim ela que me procurou, parecia mentira, mas era verdade. Parecia que Bel Prazer queria que eu fosse a pessoa mais feliz do mundo, cidade que me trouxe coisas boas.
As histórias se desenrolaram bem rápidas, nos falávamos todas as noites sobre muito assuntos, claro sem o Élis saber, na verdade só quem sabia eram a Ana, o César, a minha Avó e a minha Tia; pessoas de suma confiança. Nossas conversas eram sempre bem humoradas e cheias de carinho, um belo dia ela me ligou e eu fui bem direto:
- Manu, nós já estamos a um bom tempo conversando e nos gostamos não é verdade?
E ela não hesitou e respondeu
- Sim, você é especial.
E eu continuei
- Já podemos ter um compromisso? Quero muito ficar contigo.
Eu estava muito animado com a resposta, e ela respondeu
- Ainda não Edu, as nossas religiões são diferentes, não tem como.
Eu me apavorei e retruquei
- Manu, nós somos da mesma religião
- Não, não somos. Você é apenas um estudante da bíblia e se eu me envolver com você eu posso perder meus privilégios dentro do Salão do Reino.
- Minha linda você me deixou muito triste, muito mesmo!
- Não fica assim não bebê, eu gosto de você e se você continuar estudando a bíblia é uma questão de tempo ficar juntos.
Naquele momento eu esmoreci e no meu pensamento acabou qualquer possibilidade de ficar com ela, tinha acabado tudo.
Eu comentei aquilo com as minhas pessoas de confiança, dentre eles o César e ele me aconselhou a me dedicar no estudo da bíblia para depois pensar em relacionamento, disse também que o Élis não ia gostar nada se soubesse dessas conversas e eu concordei com ele. Conversando com a Ana Paula ela me questionou:
- Será que vale mesmo a pena? É ela que você quer por toda a sua vida?
- Ana, não posso falar pensando no futuro, mas no presente não existe algo que eu queira mais do que está do lado dela, beijá-la, abraçá-la e sentir o doce sabor da felicidade.
Ela continuou a me aconselhar
- Isso é paixão e ela nos cega. - Olhou nos meus olhos e segurou minhas mãos suadas e continuou – Mas se é o que você quer eu te apóio porque você fala com sinceridade, além de ser um grande amigo.
- Obrigado. Eu precisava disso.
Na tarde calma de domingo, 06 de Maio de 2007 eu me preparava para ir à reunião das Testemunhas de Jeová, apesar de desmotivado com as palavras de Emanuele o meu estudo bíblico estava indo as mil maravilhas. Júlio César passou por minha casa e fomos juntos; assistimos a reunião e depois resolvemos ir para uma lanchonete de alguns amigos do Élis e do César. Quando chegamos lá o Élis resolveu que deveria ir buscar a Rebecca sua irmã caçula e pediu que a Emanuele fosse buscá-la, quando ela já estava saindo ele a chamou e disse:
- É melhor você não ir sozinha – Ele olhou pra mim e disse – Edu vai com ela, não gosto que ela ande sozinha à noite.
E eu fui. No caminho eu iniciei uma conversa
- Porque você não me ligou mais?
- Bebê foi falta de tempo, andei ocupada com os trabalhos de campo essa semana.
- Manu, eu não acredito.
Foi o suficiente para que ela se calasse e mudasse de humor, fomos até sua casa sem sequer uma palavra; e ao chegarmos ao portão ela o abriu e entrou o seu pai estava sentado na área de fora, ela foi até próximo dele e voltou até onde eu estava, com os olhos molhados, rosto triste e disse:
- Eu nunca pensei em começar um relacionamento com mentiras...
E saiu quase correndo para dentro de casa. Alguns minutos depois saem ela e a irmã caçula; a garotinha me cumprimentou e foi na frente pela calçada, e eu pedi desculpas o percurso inteiro até convencê-la que não fiz por mal.
No meio da noite de domingo, quando já estávamos a comer pizza, muitas conversas paralelas à mesa, e eu em êxtase, afinal Manu entrelaçava suas penas as minhas por baixo da mesa; foi uma sensação impar. E no meio do “bafafá” faltou um copo para mim, e eu pedi ao garçom, Manu me olhou nos olhos e sussurrou junto ao meu ouvido:
- Pode beber no meu copo, mas cuidado! Quem bebe se apaixona!
Meu rosto avermelhou e eu me recolhi em pensamentos. Ao sair da lanchonete Élis nos chamou para ligar para um amigo seu da Bahia que tinha sido seu aluno nos estudos da bíblia, disse que íamos ligar pra ele de um telefone público próximo a sua casa. No meio do caminho Manu e eu fomos conversando a sós bem atrás do grupo de pessoas. Entre palavras carinhosas que trocamos cheguei ao ponto “x” da questão.
- Manu você vai me esperar concluir os estudos e me batizar?
Ela não hesitou:
- Sim, o tempo necessário.
Eu peguei uma aliança que usava há bastante tempo e coloquei em seu dedo e respondi:
- Esse é o nosso elo de compromisso até que eu estava ‘apto’ a namorar você.
-Tudo bem, vou esperar.
Voltando para casa com o Júlio César eu contei tudo de forma sincera e como uma criança; contei também para minha Tia Cecília. A minha vontade era gritar para o mundo, mas não podia. Na segunda-feira eu mal esperei amanhecer e fui para a escola para que eu pudesse contar para a Ana, ela como sempre ficou feliz por mim. Foi sem sombra de dúvidas a melhor segunda-feira da minha, não podia ficar melhor, pelo menos era o que pensava. A tarde eu dormia quando minha avó foi ao meu quarto e me chamou:
- Edu, Edu? Tem uma moça lá fora te chamando.
- Vó, quem é?
- Não sei, é melhor você ir ver.
E fui, sem blusa, e descalço; ao chegar me surpreendi. Era ela, eu não acreditei, ela estava linda.
- Manu, o que você faz aqui?
Ela brincou e respondeu:
- Ah, não era pra mim vim não? Eu vou embora...
- Não. Eu to muito feliz por você está aqui.
- Eu estava no campo e vim fazer uma visita a você.
Conversamos um bom tempo até chegar na parte mais interessante...
- Eu tenho muita vontade de te beijar Manu.
- (risos) Você tem que esperar mais um pouco, mas não vai ser mais que eu.
- E quanto tempo você não beija?
- Já faz três anos que não dou um beijo na boca.
A partir daquele momento eu percebi que a situação era mais seria do que eu pensava, não podia brincar com os sentimentos dela e nem ela brincar com os meus. No meio dos meus pensamentos ela diz:
- Quero água, tô morrendo de sede.
- Vou entrar é pegar água pra você, entra aqui e senta no sofá com a minha Avó.
Ela entrou e sentou e eu fui buscar água, fui ao armário pegar um copo e coloquei a água no copo, quando eu me virei, tomei um susto. Ela estava atrás de mim e eu perguntei:
- O que faz aqui?
- Pedi sua Avó pra entrar e ela deixou.
- Ah bom. Porque não ficou lá que eu levava a água lá fora?
- Porque eu vim trazer algo pra você...
- O que?
-Isso.
Ela me beijou de uma forma como nunca fui beijado, parecia que o tempo tinha parado e só existíamos nós dois no mundo inteiro...
Depois daquele beijo tudo mudou, agora sim, nós passamos a ser um casal com um relacionamento. À tarde de segunda-feira mais sensacional do mundo.
O primeiro beijo foi a ponte para os demais, e aí começamos a nos encontrar escondidos. Ela ia até a minha escola pra ficarmos a manhã inteira juntinhos; eu ia até o trabalho dela pra aproveitarmos cada segundo namorando. Encontramos-nos em final de avenidas, em becos escuros e até na minha casa. A felicidade parecia morar dentro de mim e eu sentia isso a cada momento perto dela. E a cada encontro que nós tínhamos eu contava ao César e a Ana; um era a razão e o outro a emoção. Mal sabia eu que eu estava colocando pontos finais naquela história tão linda a cada vez que eu contava o nosso segredo.
Um belo dia eu estava na sala de aula quando recebi uma mensagem de texto no celular da Manu dizendo que precisava falar comigo urgente, e que me esperava no fim da avenida para conversarmos; chegando lá ela disse que o Élis sabia de tudo, pelo menos alguém tinha dito pra ele e ela tinha desmentido tudo. Pavor foi o que eu senti naquele momento.
- Ele disse que queria ter uma conversa bem séria contigo.
- E o que nós vamos fazer minha linda?
- Não sei, vamos fugir?!
- Não, o melhor que fazemos agora é enfrentar a sua família.
- Como assim? Não posso. Se os anciões souberem disso eu vou ser desassociada.
- E o que acontece se você for desassociada?
- Ninguém do Salão do Reino pode falar comigo, inclusive minha família.
- Manu isso é horrível!
Conversamos um bom tempo até que uma amiga dela chegou e eu tive que me afastar. Quando cheguei em casa, o Júlio César estava a minha espera pra me dar um recado:
- Edu o Elias disse que queria falar contigo, hoje as 19h, na casa dele. Pediu que você não faltasse.
- Ok – Eu respondi engolindo a seco.
A noite cai e eu logo tenho que ir para a casa do Élis e para a família da Manu, eu tava assustado, mas tinha que enfrentar tudo aquilo por amor. Ao chegar todos já me esperavam a mesa: Élis, Manu, sua Mãe, seu Pai, seus dois irmãos do meio e as irmãs mais novas, Júlio César e a tal amiga da Manu. Parecia um julgamento, era um julgamento só que familiar.
Então Júlio César começou a falar, contou tudo que eu havia confiado à ele, desde o primeiro telefonema até minha última confissão. Depois dele a tal amiga, Suzane, que contou o que tinha visto durante estes meses, até porque ela também estudava na Escola MDA junto comigo. Logo após a mãe dela começa a falar e a chorar:
- Você acabou com a nossa família, desestabilizou uma Mãe e um Pai. Tirou nossa filha dos caminhos de Jeová e a levou para um mundo de escuridão. Eu abomino sua atitude, adolescente inconseqüente e mau caráter.
Eu não sabia o que falar e todos me olhavam para a minha pessoa como se eu fosse um monstro, e como se amar fosse pecado. Meus olhos lacrimejavam sem parar e sem que eu fizesse nenhum esforço. E o Pai dela tomou as rédeas da fala:
- Seu moleque, você não vai destruir a vida da minha filha e nem a da minha família. (gritou) Eu quero você longe da vida dela e da minha família, saia da minha casa.
E eu como um cachorro fui posto pra fora por todos que ali estavam...
Em casa não consegui pregar o olho um instante, que noite terrível, tenho certeza que nada foi tão ruim quanto aquele pesadelo que vivi. Pela manhã não fui à aula liguei pra Ana e pedi que ela também não fosse, precisaríamos conversar...
Conversamos quase o dia todo, quanto mais eu conversava eu chorava; nunca imaginei que alguém pudesse chorar tanto. Ela me consolou, ela é uma amiga pra todas as horas; colocou-me pra cima e me deixou um pouco menos desesperado.
Alguns dias se passaram até que a Manu voltasse a me ligar, chorando, diga-se de passagem, perguntando quando íamos fugir; eu a respondi não vamos fugir, é melhor que você siga a sua vida sem mim. Eu não quero e sei que você também não, mas vai ser melhor assim.
- Podemos nos ver uma última vez? – Ela perguntou.
- Claro, por mim eu viveria com você.
Então marcamos no sábado na minha casa, e ela estava lá, conversamos bastante, namoramos um pouco e choramos como se o fim do mundo fosse dali a alguns instantes, e realmente era. Uma história de amor bem sucedida iria ter fim por conta de uma religião. No final da tarde quando Manu ia embora, já no portão, o Júlio César vem entrando e pergunta o que ela faz ali, e ela grita:
- Eu Te Amo Edu, e sempre vou te amar!
E eu respondi no mesmo tom de voz:
- Eu também Te Amo Manu! Vai ser assim pra sempre, todo o sempre!
O César ficou perplexo, e era assim que queríamos que ele ficasse.
Não demorou muito pra que a família dela soubesse do nosso encontro, que para nós tinha sido o último, mas na cabeça da família dela não, nós continuávamos a nos encontrar.Alguns dias se passaram e um belo dia eu ia para a igreja, de bicicleta, quando o pai dela, numa Pampa, colocou o carro pra cima de mim; ele me derrubou. Caí, fraturei a perna e o meu amor por ela aumentou. Mas para a minha Avó e meus familiares aquilo foi o estopim, e para não haver uma coisa pior, resolveram que era melhor eu ir embora de Bel Prazer, eu não queria ir, mas fui obrigado. Saí de Bel Prazer no Dia 25 de Novembro de 2007, um domingo, que ao contrário do que o dia que eu cheguei foi doloroso.
Desde então eu estou aqui em Ouro Branco, sozinho, mas feliz por tudo que vivi. A Manu? Ela casou. Eu to namorando desde Julho de 2009. E o nosso amor? Tá adormecido. Um dia ele vai acordar, e será muito bem recebido, por mim, por ela e pelo mundo! Felicidade não existe, o que existe são momentos felizes.